Wolfgang Bader
Diretor do Goethe-Institut São Paulo e para a América do Sul. Coordena o projeto Litrix que incentiva e ajuda na tradução de novos autores alemães para a nossa língua. Formado em letras e línguas neolatinas, estudou francês, espanhol, história e filosofia, nas universidades de Colônia e Sevilha; com doutorado na Universidade de Mainz. Foi professor e trabalhou ensinando idiomas e divulgando a cultura e a língua alemã. Ele tem publicações sobre questões interculturais, relações entre as literaturas da Europa com o mundo e língua alemã.

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Veja no JOGO RÁPIDO os livros marcantes para Wolfgang Bader citados no programa:
Os clássicos da literatura alemã
Johann Wolfgang Goethe, Friedrich Schiller, Gotthold Ephraim Lessing, os irmãos Grimm com seus contos mundialmente conhecidos.
Na filosofia: Kant, Hegel, Schopenhauer e Marx.
No século 20: Thomas Mann, Hermann Hesse, Franz Kafka, Bertolt Brecht. Na filosofia a escola de Frankfurt: Adorno, Horkheimer, Marcuse.

O melhor da geração pós-guerra que já está traduzido
Günter Grass, Hans Magnus Enzensberger e Heinrich Böll.

Novos talentos que faltam traduzir
Durs Grünbein, Ingo Schulze, Uwe Timm, Rafik Schami, Feridun Zaimoglu, Ilija Trojanow e Wilhelm Genazino.

Livro de cabeceira
Não tenho, tenho a impressão de que o livro que estou lendo é justamente o livro que preciso neste momento, acabo de ler: Ilja Trojanow: O colecionador de mundos; mas tenho alguns poetas aos quais volto sempre: o jovem Brecht ou Erich Kästner que escreveu um livro de poesia chamado "Lyrische Hausapotheke", farmácia lírica caseira.

Filósofo indispensável
Todos os filósofos da escola de Frankfurt: Adorno, Horkheimer, Habermas, Marcuse porque com sua teoria crítica eles ensinam a pensar, nos orientam neste mundo tão confuso de hoje.

Título da infância
Daniel Defoe: "Robinson Crusoe" e Robert Louis Stevenson: "A ilha do tesouro".

Um livro que te marcou muito
Claude Lévi-Strauss: "La pensée sauvage".

Algum livro mudou sua maneira de enxergar o mundo?
Adorno e Horkheimer: "A dialética do esclarecimento", 1949.

Romance do coração
Alejo Carpentier: "Os passos perdidos", muito mais que um romance de coração.

Autor e obra predileta latino-americano
Alejo Carpentier: "El siglo de las luces", sobre a chegada da revolução francesa no Caribe.

Escritor brasileiro que tem curiosidade em ler
Machado de Assis.

Nota de Rodapé
Tenho duas:
1) Do Fausto: “Wenn ihr\'s nicht fühlt, ihr werdet\'s nicht erjagen”.
(Se você não sente o que quer alcançar; não conseguirá alcançar!).

2) De uma canção de Geraldo Vandré: “Esperar não é saber quem sabe faz a hora não espera acontecer”.

As duas citações expressam o mesmo: a dignidade humana significa ser o dono do próprio destino – mas temos que esforçar-nos com paixão neste sentido.
 
Mais sobre Wolfgang Bader na internet:
www.goethe.de


 
       
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