Tatiana Salem Levy
A jovem e talentosa escritora ganhou o grande Prêmio São Paulo de Literatura 2008, da Secretaria de Estado da Cultura, como estreante com o livro A Chave de Casa. Finalista também do Jabuti e classificada entre os 51 títulos do Portugal Telecom, Tatiana é também tradutora, e Doutora em Estudos de Literatura. Tem outro título mais teórico, publicado: Experiência do fora: Blanchot, Foucault e Deleuze, da editora Relume Dumará.

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Confira a primeira parte da entrevista.
 
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Veja no JOGO RÁPIDO os livros marcantes para Tatiana Salem Levy citados no programa:
Quais são suas referências literárias, escritores que você gosta
Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Hemingway, Henry James, Proust, Virginia Woolf, entre muitos outros.

Livro que você está lendo agora
Moby Dick

O que pretende ler
Anna Karenina

Livros que conversam com a sua alma
A Fera na Selva, Grande Sertão: veredas, Ao Farol, O Velho e o mar

Obra que todo escritor deveria ler
Odisseia

Livro a que você recorre na hora do apuro
Os livros da Clarice Lispector. Para ficar mais em apuro ainda!

Livro de contos ou crônicas para quem você daria o Prêmio Revelação de Literatura.
A Pequena Morte e outras Naturezas, da Claudia Lage.

Autores estrangeiros que você recomenda
Faulkner, Amós Oz, Coetzee, Sebald, José Luis Peixoto

Talentos da nova safra de escritores
João Carrascoza, Adriana Armony, Flávio Izhaki, Manoela Sawitzki, Paloma Vidal, Daniel Galera

Cesta básica
Poesia completa do Fernando Pessoa, do Rimbaud e do Carlos Drummond de Andrade.

Nota de Rodapé
"Felicidade se acha é em horinhas de descuido". (Guimarães Rosa)

Li, gostei e recomendo porque
O Volume do Silêncio, de João Carrascoza. Um livro que reúne os melhores contos do autor, além de incluir alguns inéditos. Gosto muito do trabalho do João, que, na minha opinião, é um escritor que devia ter mais visibilidade. Os contos desse livro falam dos dias comuns dos personagens, mas de maneira a torná-los raros. Eu diria que são contos epifânicos, pois das pequenas coisas nascem as grandes. E, acima de tudo, é um texto que preza o silêncio. Numa sociedade como a nossa, em que muito se fala, e pouco se diz, textos como os do João Carrascoza me parecem fundamentais.
 


 
       
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