Sergio Casoy
Pesquisador de música lírica há mais de trinta anos. Publica ensaios nos programas oficiais de ópera do Theatro Municipal de São Paulo; professor conferencista de História da Ópera na ECA-USP; autor dos livros Óperas e Outros Cantares e Ópera em São Paulo 1952-2005. Lançou: A Invenção da Ópera ou a História de um Engano Florentino.

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Veja no JOGO RÁPIDO os livros marcantes para Sergio Casoy citados no programa:
Você leciona história da ópera. Que bibliografia recomenda para os nossos ouvintes, amantes de música?

Para quem quiser se familiarizar com os argumentos das óperas, as histórias, e penetrar um pouco nesse universo fantástico, recomendo o livro de Zito Baptista Filho que se chama simplesmente A Ópera, a tradução em português do Livro de Ouro da Ópera de Milton Cross e o famoso Kobbé, o livro completo da ópera. Quem quiser se aprofundar um pouco mais, conhecer a vida dos compositores, o entorno cultural e político de cada época, detalhes sobre a composição das óperas, recomendo a magnífica série A História da Ópera, escrito pelo crítico e jornalista brasileiro Lauro Machado Coelho.
É uma obra de uma envergadura enorme, não existe nada igual em nenhum outro país do mundo, ele está mais ou menos na metade da série e já publicou, por enquanto, 11 livros da coleção.

Livro de cabeceira
Don Quijote, de Cervantes. Quanto mais o tempo passa, mais atual ele fica.

Título para um estudante de música
A análise detalhada, em três volumes, de todas as óperas de Verdi, da autoria de Julien Budden , chamada The Operas of Verdi.

Um libreto predileto
Posso citar dois? Gosto muito do libreto de L\'Incoronazione di Poppea, escrito por Giovanni Francesco Busenello e musicado por Monteverdi em 1643, inteligente, satírico, mas sem abandonar a poesia de alto nível. O outro é o libreto assinado por Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, em 1896, para a La Boheme de Puccini, que torna a ópera muito fácil de ser assimilada, pois é ágil e bem-humorado.

Literatura estrangeira predileta
Primeiro, entre todos, I Promessi Sposi , de Alessandro Manzoni, no original italiano. Depois, aí em português, não sei russo, a Anna Karenina de Tolstoi.

O essencial da literatura brasileira
Sem dúvida, o conjunto da obra de Machado de Assis.

Livro que seu melhor amigo está lendo
A Sombra de Vento, de Carlos Ruiz Zafón, um romance que fala de livros.

Uma biografia
Outra vez duas: A monumental biografia de Giuseppe Verdi de Jane Phillips-Matz, que praticamente esgota o assunto, e Mao, uma biografia crítica do terrível ditador chinês, escrito em sociedade pela chinesa Jun Chang e pelo norte-americano Jon Halliday.

Biblioteca essencial
La Divina Commedia de Dante; Don Quijote, de Cervantes; A República de Platão; Faust e Werther de Göethe; A Montanha Mágica de Thomas Mann; Sagarana de Guimarães Rosa são apenas alguns do volumes de uma biblioteca essencial.

Romance do coração
O já citado I Promessi Sposi, de Alessandro Manzoni.

Nota de rodapé (uma frase, um verso, uma prosa)
Deixo para vocês aqui um verso do libreto da Boheme de Puccini, da qual eu gosto tanto, quando o jovem poeta Rodolfo declara seu amor a Mimi: Ele diz:Per sogni, per chimere e per castelli in ária, l\'anima ho milionaria! Ou seja, Por sonhos, por fantasias e por castelos no ar, eu tenho a alma milionária.
 


 
       
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