Ruy Castro
Finalista do Jabuti 2008. Escritor, jornalista e tradutor, editou e organizadou a obra de Nelson Rodrigues e ganhou vários prêmios. Com o Anjo Pornográfico, sobre a vida do dramaturgo, levou o prêmio Nestlé de Literatura. A Estrela Solitária, sobre Garrincha lhe garantiu o Jabuti e o prêmio de melhor livro do ano. Dupla premiação que se repetiu em 2006, com biografia Carmen. Acompanhe nesta terça a entrevista que Ruy Castro deu ao programa falando de Era no tempo do rei, romance histórico que lhe garantiu a classificação entre os 10 finalistas do Jabuti 2008 na categoria romance.(Fotos: Bel Pedrosa)

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Veja no JOGO RÁPIDO os livros marcantes para Ruy Castro citados no programa:
Por que você adorou escrever o seu último livro: Era no tempo do Rei?

Porque a ficção é um território diferente para mim. Eu estou habituado a trabalhar com biografias e desencavar fatos que aconteceram e reconstituir a vida de uma pessoa ou época da história. Eu fiz isto com a maioria dos meus livros. No romance eu sou obrigado a imaginar coisas que não aconteceram. Eu peguei muita coisa que aconteceu na chegada da Corte ao Brasil e transferi a ação para 1810, 2 anos após a chegada da corte, misturando o jovem príncipe D. Pedro com o Leonardo, um personagem fictício do livro Memórias de um Sargento de Milícias, ele um garoto de rua e coloquei os dois para andarem juntos no Rio de 1810, com toda a liberdade de inventar as maiores loucuras, então foi o maio prazer escrever este livro.

Este é o tema que esta na pauta deste ano. Os duzentos anos da chegada da Corte ao Brasil. Tem o 1808 do Laurentino Gomes, a Mary Del Priore fez um sobre o tema, a Lilia Schwarcz também e ainda há o do Patrick Wilcken, Império à Deriva... Você acha que o grande diferencial do seu livro é o passeio pela ficção que o torna atraente também?

O meu livro é o único de ficção feito sobre este assunto. Eu fiz uma pesquisa muito grande de como era o Rio de Janeiro de 1810. Muitas das coisas que a Corte trouxe ao Brasil já tinham sido absorvidas pela cultura local e o próprio D. Pedro já estava com doze anos e já tinha idade suficiente para sair do palácio e se meter em encrencas.
 


 
       
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