Roberto Lopes
Jornalista e escritor, é formado na Escola de Comunicação da UFRJ e graduado em Gestão e Planejamento de Defesa, pela Universidade Nacional de Defesa dos Estados Unidos. Especializado em assuntos militares e diplomáticos, é pesquisador do Laboratório de Estudos da Etnicidade, Racismo e Discriminação do Departamento de História da USP.
Roberto é co-autor do livro O Complô que Elegeu Tancredo, obra, que deu início ao fenômeno dos livros-reportagem no Brasil e ficou 28 semanas na lista dos mais vendidos.
Seu mais novo livro, Missão no Reich mergulha na atuação dos diplomatas latino-americanos que serviam em Berlim e em outras cidades da Europa, durante a ascensão do nazismo.

Ouça a entrevista em podcast:*
(ou clique aqui para baixar o arquivo em mp3)
(aprox. 6-8 MB)
 
Confira a primeira parte da entrevista.
 
* Para ouvir é necessário ter instalado o iTunes ou versão atualizada do Windows Media Player (ou outro programa que execute mp3).
 
Veja no JOGO RÁPIDO os livros marcantes para Roberto Lopes citados no programa:
Um livro essencial sobre o holocausto
Para o pesquisador brasileiro, sem dúvida, O Anti-Semitismo na Era Vargas, da historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro.

Literatura para um historiador
Os Donos do Poder, de Raymundo Faoro.

O que você está lendo no momento?A Vida Louca de Porfirio Rubirosa: o Último Playboy, do biógrafo e crítico de cinema americano Shawn Levy.

Sua próxima leitura
Gostaria de encontrar tempo para ler alguma coisa de Arnaldo Jabor, em quem vejo raciocínios e encaminhamentos de pensamento dignos de um filósofo moderno.

Você costuma reler? Que obra vale a pena ler de novo?
Acabo de reler O Capitão, obra de ficção do escritor holandês Jan de Hartog, que durante a 2ª Guerra Mundial foi comandante de um rebocador das forças navais aliadas.

Livro de cabeceira ou leitura diária
A Bíblia, sem dúvida, não apenas pelas metáforas e pelos ensinamentos, mas também pelo estilo narrativo, ainda que isso varie muito segundo as diferentes traduções.

Literatura universal
Acho o francês Júlio Verne universal. Mas eu também colocaria Monteiro Lobato no rol dos grandes escritores da Humanidade, por sua capacidade de apreender a alma humana, no caso a partir de um cenário rural como o do Brasil da primeira metade do século 20. Tenho muita saudade do tempo de descobertas que vivenciei, lendo Verne e Monteiro Lobato.

Cite 5 escritores e suas obras essenciais
Machado de Assis em Quincas Borba, Jorge Amado em Capitães d’Areia, Júlio Verne em Viagem ao Centro da Terra, Ernst Hemingway em As Ilhas da Corrente e Gustave Flaubert em Madame Bovary.

Livros marcantes na sua trajetória
A Batalha do Rio da Prata, do diplomata britânico Millington-Drake, Antonio Torres e seus Amigos, de Gastão Cruls, e Trincheiras Caseiras de Ada Orzina.

Todo jornalista deveria ler
Os quatro volumes sobre a Ditadura derivada da Revolução de 1964, de autoria do jornalista Elio Gaspari.

Nota de rodapé
A frase de Adolf Hitler, ao receber o Embaixador da Argentina, Eduardo Labougle, que, em junho de 1939, se despedia do posto. Labougle elogiou a obra administrativa do Nazismo, e Hitler respondeu:
“Isso não é nada. Volte daqui a quatro ou cinco anos, o senhor sequer reconhecerá Berlim”.
Hitler tinha razão, já em 1943, ou 1944, a capital alemã não era mais do que um montão de escombros, produzidos pelos bombardeios aliados.
 


 
       
©2007-2008 Mona Dorf / Rádio Eldorado
Todos os direitos reservados