Moacyr Scliar
Escritor e Médico. Membro da Academia Brasileira de Letras. Entre seus romances e contos, são mais de 70 livros. Os mais recentes são: Os Vendilhões do Templo e Ciumento de carteirinha, agraciado com o segundo lugar no Jabuti 2007 na categoria infanto-juvenil. Seus títulos foram traduzidos para mais de 12 idiomas. Ele é doutor em ciências pela Escola Nacional de Saúde Pública e escreve para a Folha de S.Paulo, Zero Hora, Correio Brasiliense e Mente e Cérebro. (Fotos: folhapress.com.br)

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Confira a primeira parte da entrevista.
 
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Veja no JOGO RÁPIDO os livros marcantes para Moacyr Scliar citados no programa:
Nós vamos agora a um jogo rápido de perguntas e respostas curtas com o escritor Moacyr Scliar que se formou médico em 1962, quando publicou seu primeiro livro: Histórias de Médico em Formação. Depois em 1968, publicou sua primeira ficção, a reunião de contos: O Carnaval dos Animais. Seu primeiro romance: A Guerra no Bom Fim viria após sua pós-graduação em medicina em Israel. De lá para cá medicina e literatura passaram a conviverem juntas na vida de Scliar que publicou mais de 70 livros. Moacyr, quais você mais gostou de escrever?

Os livros para público jovem; dos livros para adultos, "O Centauro no Jardim", "A mulher que escreveu a Bíblia", "Os vendilhões do templo".

Cite os que tiveram mais aceitação do público

"O Centauro no Jardim", "A mulher que escreveu a Bíblia" e "Ciumento de carteirinha"(para os jovens) – finalista Jabuti 2007.

Seu livro Centauro no Jardim foi incluído na lista dos cem melhores livros de temática judaica dos últimos 200 anos pelo National Yiddish Book Center nos EUA. Que outros autores judeus e suas obras da literatura universal você indicaria para o nosso ouvinte?

Saul Bellow ("Herzog"), Isaac Babel ("Cavalaria Vermelha"), Amós Oz ("De amor e trevas")

O melhor da literatura brasileira

Machado de Assis, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, João Cabral, Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos, Érico Veríssimo.

Que autores te inspiram na literatura universal?

James Joyce, Franz Kafka e Jorge Luis Borges.

Sua agenda é apertadíssima, você dá palestras, conferências, aulas inaugurais e atende telefonemas do mundo todo, onde tem seus livros publicados. O que você consegue ler?

Leio muito, e sempre que posso, incluindo aviões e aeroportos. Não leio só ficção, leio história das mentalidades, leio sobre política, sobre cultura em geral, sobre saúde e medicina.

O que você está lendo agora?

"Dom Pedro II - Ser ou não ser", do historiador José Murilo de Carvalho.

Cite uma descoberta recente

O livro do poeta paulista Moacir Amancio, "Ata".

Nota de rodapé

“A medicina usa a palavra como instrumento terapêutico, e a literatura usa como instrumento de criação estética. Mas de qualquer maneira, o fato de que elas convivem neste duplo território comum, que é o da condição humana e que é o uso da palavra, faz com que se complementem. No meu caso, o único problema era conciliar o tempo, o que aprendi a fazer”.
 


 
       
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