Matthew Shirts
Redator-chefe da revista National Geographic Brasil e coordenador do Planeta Sustentável, da Editora Abril, Matthew escreve crônicas regularmente para o Estado de São Paulo há mais de 14 anos.
É conhecido por comentar nos seus textos os mais diversos aspectos das culturas brasileira e americana com clareza, originalidade e bom humor.
Americano criado na Califórnia, veio ao Brasil pela primeira vez como aluno de intercâmbio em 1976. Formou-se em estudos latinoamericanos em Berkeley, estudou História na USP, e foi aluno do lendário historiador Richard M. Morse na Universidade Stanford, onde fez pós-graduação no início dos anos 80.

Ouça a entrevista em podcast:*
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Confira a primeira parte da entrevista.
 
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Veja no JOGO RÁPIDO os livros marcantes para Matthew Shirts citados no programa:
Você participou recentemente do “Projeto Viagem Literária”, que tem como objetivo incentivar a leitura. Foi estimulante pra você o contato com o público? Como foi? Do que você falou?
É sempre estimulante falar com um público interessado em leitura. Falei das minhas crônicas no Estadão e do meu trabalho frente à revista National Geographic Brasil, sobretudo.

Que mudanças no brasileiro você percebeu da época que chegou aqui até agora. Estão lendo mais?
Não sei se estão lendo mais, ou não. Se incluir a internet, provavelmente sim, mas ainda acho que o brasileiro lê pouco.

Que autores americanos vivos você curte?
Muitos. David Sedaris é um favorito.

Um livro de cabeceira
No momento, Post War de Tony Judt.

O está lendo no momento?
A biografia de D. Pedro II de José Murilo de Carvalho

Próxima leitura
Não sei. Vou num lançamento hoje, talvez encontre alguma coisa na livraria.

O que você indicaria para um americano que quisesse conhecer a literatura brasileira?
Machado de Assis, primeiro. Depois, Jorge amado.

E para um brasileiro que quer conhecer a literatura americana.
Depende muito. Como primeiro livro, talvez Um Apanhador no Campo de Centeio de J.D. Salinger

Seus mestres na literatura?
São dezenas, talvez centenas. Fui muito influenciado pelo New Journalism ou Jornalismo literário. Hunter S. Thompson e Tom Wolfe, sobretudo.

Livros e autores que te inspiram até hoje?
Os eleitos de Tom Wolfe.

Um livro da sua adolescência.
Crime e Castigo

Literatura da época de Faculdade
Dom Casmurro

Quais escritores, quais obras você sente que de fato influenciaram a sua carreira como jornalista?
São muitos. Sou influenciado todos os dias pelos colunistas do New York Times, por exemplo, por Luís Fernando Veríssimo e Arnaldo Jabor, no Estadão, entre muitos outros. Acho que quis ser jornalista pela primeira vez depois de ler Todos os homens do presidente do Woodword e Berstein, sobre o caso Watergate. Ou talvez tenha sido Medo e Delírio em Las Vegas de Hunter Thompson.

Livro que seu melhor amigo está lendo
Não sei. Tenho pelo menos dois melhores amigos. Lêem muito.

Três livros para levar a uma ilha deserta
Aí eu escolheria pelo tamanho, talvez.

Nota de Rodapé
Gosto muito de uma frase do Vargas Lhosa: "Escrever é muito difícil. O bom é ter escrito."
 


 
       
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