Mario Prata
Jornalista, escritor, roteirista, resenhista de literatura. Escreveu para revistas, jornais, teatro e televisão. Ganhou vários prêmios e escreveu diversos livros, entre eles: James Lins, o playboy que não deu certo; Filho é bom, mas dura muito; Mas será o Benedito?; O diário de um magro; Minhas mulheres e meus homens. Seus mais recentes livros são: Purgatório e Cem Melhores Crônicas.

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Veja no JOGO RÁPIDO os livros marcantes para Mario Prata citados no programa:
Quais escritores, quais obras você sente que de fato influenciaram a sua escrita?

Eu morava no interior de São Paulo, quando eu era garoto, adolescente, a gente recebia revistas, Manchete, Cruzeiro, onde escreviam Fernando Sabino, Rubem Braga, Millor Fernandes, Nelson Rodrigues, Paulo Mendes Campos. Eu cresci lendo esses caras. Esses caras foram os primeiros a me mostrar que a literatura não precisava ser fechada. Podia falar de qualquer coisa, da banalidade, não precisava ser aquelas coisas chatas que davam para gente ler na escola. Alias na escola continuam dando esses mesmos caras chatos para gente ler. Então esses cronistas foram os primeiros que me influenciaram.

Qual é o livro que te deu mais satisfação, o que você acha mais bem acabado, de todos que você escreveu?

A gente sempre acha o último. Porque o escritor vai ficando mais maduro com a idade, é como o vinho. A gente trabalha mais o texto, tem mais calma. Não tem aquela pressa de sair atrás de editora. O Purgatório é um livro de que eu gosto muito. Gostei muito também das Cem Crônicas, que aliás não são Cem Crônicas, são 129!
Tem crônicas ali desde 1970. Gostei porque no trabalho de seleção eu descobri que eu tinha mais de mil crônicas guardadas no computador!

O que você tem lido de bom?

Descobri uma inglesa chamada Ruth Rendell e um italiano chamado Andréa Camilleri, todos vivos.
Lawrence Block.

Que livro você está lendo agora?

Lawrence Block. Estou viciado agora no Lawrence Block. Estou lendo o sexto livro dele em seguida.

Eu queria que você citasse alguns escritores da nova safra, brasileiros

Primeiro, eu acho muito bom que já tenha safra. Porque houve um espaço muito grande entre a minha geração e essa nova. Tem alguns com quem eu já trabalhei, o Antonio meu filho e o Chico Mattoso, são pessoas que além de muito boas, estão levando a literatura a sério, não é uma coisa de hora vaga, estão levando a coisa como profissão, estão lendo, estudando, se aperfeiçoando. Eu acho que tem essa farra toda aí, com uns vinte nomes, tem o Cuenca que é muito bom também, eu não vou ficar citando todos, mas eu tenho certeza que cinco ou seis serão os grandes escritores do Brasil.

Literatura indispensável ou tês livros para levar a uma ilha deserta

Eu levaria o Encontro Marcado do Fernando Sabino, que foi o primeiro que me marcou. Levaria o Pulcaro Búlgaro, do Campos de Carvalho, que por sinal é meu primo e levaria um terceiro livro. Esse negócio de levar para ilha deserta é engraçado porque dá vontade de levar DVD! É complicado, eu gostaria de levar uns DVDs além de livros. Eu gosto de palavras cruzadas também!

Li, gostei e recomendo ( um bom romance policial ) pílula para a FM

A Interpretação do Assassinato de Jed Rubenfeld
 
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www.marioprataonline.com.br


 
       
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