Maria José Silveira
Escritora, formada em Comunicação e Antropologia pela Universidade Mayor de San Marcos em Lima, Peru e mestre em Ciências Políticas pela USP. Sócia-fundadora da Editora Marco Zero, começou a escrever para crianças na Revista do Sítio do Picapau Amarelo. Já publicou os livros: Eleanor Marx, filha de Karl e O fantasma de Luis Buñuel, Guerra no coração do cerrado. O primeiro romance de Maria José Silveira, publicado em 2002 rendeu-lhe o prêmio APCA de Escritora Revelação com o título: A mãe da mãe de sua mãe e suas filhas. (Fotos: Zé Gabriel Lindoso)

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Veja no JOGO RÁPIDO os livros marcantes para Maria José Silveira citados no programa:
O que você está lendo agora ?
História da Feiúra organizada por Umberto Eco.

O que pretende ler?
No topo da minha pilha está O último leitor de David Toscana, autor mexicano que esteve recentemente na “Balada Literária”. Gostei de sua palestra e comprei seu livro.

Livro de cabeceira
William Shakespeare. É impressionante, mas acho que tudo já está lá.

Livros ou autores que são referência para você ?
Na infância, Monteiro Lobato e Alice no País das Maravilhas; na adolescência, Dostoiévski e Simone de Beauvoir; na juventude, Marx e Engels, os surrealistas Paul Eluard e Breton, ao lado de nossos modernistas, Mario e Oswald de Andrade, que eu simplesmente adoro. Parece uma salada anarquista, não é? Mas os bons autores servem para isso: abrir as múltiplas portas do mundo.

Intérpretes essenciais dos tempos de hoje
Todos os bons autores, sem exceção, interpretam seu tempo. Todos, com seus olhares diferenciados, vão compondo um painel que, em tempo algum, jamais, em se tratando da raça humana, pode ser único. Por isso, são todos essenciais.

Escritores brasileiros e suas obras
Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis; Vidas Secas de Graciliano Ramos, Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa, Macunaíma de Mário de Andrade, Memórias Sentimentais de João Miramar de Oswald de Andrade, O homem que sabia javanês de Lima Barreto.

Cesta básica de Antropologia
Moacyr Palmeira, Sergio Leite Lopes, Lygia Sigaud, João Pacheco, Betty Mindlin, Rosilene Alvim, Vanessa Lea e Gustavo Ribeiro.

Literatura infanto-juvenil essencial
A literatura infanto-juvenil hoje é tão rica que nessa área o Brasil tem um papel de destaque no mundo inteiro. É difícil citar nomes. Vou citar apenas as autoras que me tocam bem de perto hoje: Heloisa Prieto, Índigo e Eva Furnari.

Ficção brasileira
Márcio Souza, Luiz Ruffato, Ivana Arruda Leite e Marcelino Freire.

Literatura estrangeira
Margaret Atwood, Amós Oz e Philip Roth.

Livro que seu melhor amigo ( a ) está lendo
Legal essa pergunta: parece saída de um álbum de adolescente. Perguntei para uma de minhas amigas mais queridas, Heloisa Prieto, que está lendo e me recomendou A Solidão do Vampiro, uma antologia da Librio, organizada por Bárbara Sadoul.

Nota de rodapé
Uma das minhas frases favoritas que está, inclusive, na epígrafe do meu livro que trata da geração que foi jovem durante a ditadura militar no país, O Fantasma de Luís Buñuel, é de Samuel Beckett e diz: “Não importa. Tente outra vez. Fracasse outra vez. Fracasse melhor.”
 


 
       
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