Leda Tenório da Motta
Professora no Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da PUCS/SP. Estudou na França com Roland Barthes e Julia Kristeva. Crítica literária com passagem pelos principais cadernos de cultura do país, é também tradutora, tendo vertido para o português, entre outros, as Máximas de La Rochefoucauld e O Spleen de Paris de Baudelaire. Lança pela Editora Perspectiva: Proust - A Violência Sutil do Riso.

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Veja no JOGO RÁPIDO os livros marcantes para Leda Tenório da Motta citados no programa:
Título que sempre quis ler e nunca teve tempo
Bom, os títulos em literatura que eu sempre quis ler. Eu li, até por força do ofício. Mas um que ainda não li e quero, preciso muito ler, até porque trabalho bastante com a interface literatura & psicanálise é a biografia do Freud pelo Peter Gay, o historiador inglês. Eu li a do Ernest Jones, que é o discípulo inglês do Freud e o recebedor da herança, já que o Freud morre em Londres, em 1939, fugido do nazismo na Áustria. Mas não li a do Peter Gay.

Livro Cabeceira
Viagem ao Fim da Noite de Ferdinand Céline.

Melhores romances da literatura francesa
Ilusões Perdidas de Honoré de Balzac.
Monsieur Teste de Paul Valéry.

Biblioteca indispensável
Obra de Shakespeare, Cervantes e do século XIX francês como Baudelaire, Proust e Ferdinand Céline.

Gênero predileto
Adoro as biografias imaginárias, quer dizer, as ficções em torno da realidade vivida, o que é o caso por excelência do romance do Proust.
O crítico francês Roland Barthes, com quem eu estudei na França, e que morreu dando aulas sobre o Proust, como o Haroldo morreu traduzindo Homero, chamava isso de imaginário da memória.

O livro que mais te perturbou
Livros do Archibald Joseph Cronin , um escritor inglês menor cujo auge foi nos anos de 1950,quando eu era menina. Eu descobri lendo o Cronin que as histórias podiam acabar mal, que havia o unhappy end. Foi um choque e tanto! E foi bom porque isso me preparou para a grande literatura, onde a vida é sempre cruel!

Nota de Rodapé (uma frase, um verso, uma prosa)
Adoro aquelas máximas barrocas que estão por toda parte em Shakespeare, principalmente em Hamlet, e também em Proust, com sua comédia da vida mundana: “Somos atores a gesticular num eterno palco, a vida é sonho”.
 


 
       
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