Ignácio de Loyola Brandão
Jornalista, contista, cronista e romancista traduzido para várias línguas, sua carreira literária começou em 1965, com o livro de contos Depois do sol.
Até hoje, ele já escreveu mais de trinta títulos!Ganhou diversos prêmios como da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), o Pedro Nava (da Academia Brasileira de Letras. Foi o grande vencedor do livro do ano no Prêmio Jabuti 2008, na categoria melhor ficção do ano, com o livro infantil O Menino que Vendia Palavras (Objetiva)

Ouça a entrevista em podcast:*
(ou clique aqui para baixar o arquivo em mp3)
(aprox. 6-8 MB)
 
Confira a primeira parte da entrevista.
 
* Para ouvir é necessário ter instalado o iTunes ou versão atualizada do Windows Media Player (ou outro programa que execute mp3).
 
Veja no JOGO RÁPIDO os livros marcantes para Ignácio de Loyola Brandão citados no programa:
Obras contemporâneas que as suas professoras recomendariam.
Acho que elas recomendariam os livros do Luiz Ruffato, eu adoro. Do Cristóvão Tezza, O Filho Eterno; os livros de Ivana Arruda Leite, Carola Saavedra, João Paulo Cuenca, Marcelino Freire... elas gostariam porque são mulheres muito avançadas no seu tempo.
Indicariam um livro que eu também indicaria, que é Joana Darc do Érico Veríssimo, e também dele O Tempo e o Vento, que é imprescindível e fundamental, meu sonho era ter escrito essa trilogia.
Outro livro é Robinson Crusoé, eu me considerava muito solitário, e de repente com Crusoé percebi que a solidão é uma coisa que pode ser superada.
E acho que elas indicariam o meu livro predileto, que é o Angustia de Graciliano Ramos.

Por quê Angustia, de Graciliano Ramos, é o seu livro predileto?
Primeiro pelo personagem principal, que é um personagem muito atormentado, inquieto e complicado. A primeira vez que eu li esse livro na minha adolescência me senti o prórpio personagem, sempre me achei muito esquisito, estranho e introvertido, tenho essa cara brava que às vezes assusta as pessoas. Segundo pela linguagem, a economia de palavras sem adjetivos vai direto ao assunto, é o livro que eu gostaria de ter escrito também.

Indicação para esse final de ano com crise.
Moby Dick, é a obsessão de um homem perseguindo uma baleia branca, e tentando mudar a vida. Nesse momento a gente tem que ter uma obsessão e seguir essa obsessão para poder mudar as coisas.

Um livro para quem quer escrever bem.
Leia todos os livros. Graciliano Ramos, Machado de Assis, Eça de Queiroz, Thomas Mann, que é um autor muito interessante de ler.
Mas leia também Somerset Mau, que é um autor antigo, mas sabe contar histórias como ninguém; Clarisse Lispector, que tem uma maneira diferente de abordar a vida, Cecília Meireles... Mas a maior escrita para mim continua sendo Ligia Fagundes Telles. Acho fantástica, adoro me sentar ao lado dela na academia, tem humor e cada vez que você lê um texto dela pensa: “Isso é o que eu gostaria de escrever”.

O melhor livro da Ligia Fagundes Telles que você indicaria.
Eu poderia indicar As Meninas, O Seminário de Ratos, Conspiração de Nuvens, qualquer coisa da Lígia você tem uma grande felicidade de ler.

Li, gostei e recomendo.
Crime e Castigo, de Dostoievski
 


 
       
©2007-2008 Mona Dorf / Rádio Eldorado
Todos os direitos reservados