Eduardo Semerjian
Estreou a peça "O Fingidor", escrita e dirigida por Samir Yazbek, no TUCA, a partir de 4 de abril. Integrante da Cia Teatral Arnesto nos Convidou, Eduardo Semerjian foi destaque na minissérie “Maysa”, da Globo interpretando André Matarazzo. Além dela, o ator trabalhou em teleteatros na TV Cultura, em novelas e séries da Globo, como “Belíssima” e “Carandiru”, e diversas peças de teatro.
É também apresentador do quadro de humor Massaroca, do Metrópolis, TV Cultura.
No cinema, atuou em “Ensaio Sobre a Cegueira”, de Fernando Meirelles, “O Céu de Suely”, de Karim Ainouz, “Olga”, de Jayme Monjardim e em 22 curtas. Semerjian é também diretor, professor de teatro e preparador de atores.

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Veja no JOGO RÁPIDO os livros marcantes para Eduardo Semerjian citados no programa:
Quem são os grandes escritores e dramaturgos que marcaram a sua carreira como ator?
Os primeiros curiosamente não eram dramaturgos, mas me marcaram pela força de seus textos: Jorge Luis Borges, e Ryonosuke Akutagawa. Depois, posso citar Sófocles, Shakespeare, os irmãos Oleg e Vladimir Presniakov, Dostoievski, Ibsen e meu grande parceiro de trabalho, Samir Yazbek.

Você tem um gênero preferido? Qual?
Definitivamente, dramaturgia. Mas adoro contos... tanto que adoro a idéia de adaptá-los ao teatro.

Um livro que todo ator deve ler
Encontros com Homens Notáveis, de G. I. Gurdjieff

O que você está lendo no momento?
A biografia de Fernando Pessoa, escrita por João Gaspar Simões.

Dramaturgos brasileiros que te instigam Nelson Rodrigues, Jorge Andrade, Domingos de Oliveira, Samir Yazbek e em algumas peças, Dias Gomes.

Obra que marcou sua infância, adolescência
Vou citar duas: uma série de crônicas, chamada “Para Gostar de Ler”, com autores como Rubem Braga, Fernando Sabino e Drummond; e “O Gênio do Crime”, de João Carlos Marinho. Esta uma fantástica obra infanto-juvenil. Mas poderia citar também “Sinbad, o Marujo”, meu primeiro livro, em capa dura.

Autores e livros estrangeiros que você recomenda
Dostoievski, Ibsen, Tchekov, Shakespeare, J. L. Borges, Florbela Espanca, Virginia Woolf... mas certamente estou sendo injusto com vários outros maravilhosos autores.

Personagem da literatura que sonha em interpretar
Joseph Cartaphilus, personagem do conto “O Imortal” de J. L. Borges, o personagem da minha vida. E também, o próprio Macbeth, já que quando fiz a peça anteriormente, meu personagem era Banquo.

Nota de Rodapé ( uma frase, um verso, uma pérola)
Do heterônimo Ricardo Reis: “Crer é errar. Não crer de nada serve.” Mas poderia citar quase a obra inteira de Nasrudin, recheada de pérolas.
 


 
       
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