Cláudia Costin
Ex-secretária da Cultura do Estado de São Paulo e ministra no gestão de FHC. Cláudia trabalhou também na iniciativa privada, atualmente é secretária de Educação no Rio. Apaixonada por políticas públicas e literatura, no programa de estréia ela falou do projeto São Paulo, um estado de leitores, dos livros que marcaram sua vida e inspiram seus passos. Foi vice-presidente da Fundação Victor Civita até julho de 2007.

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Confira a primeira parte da entrevista.
 
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Veja no JOGO RÁPIDO os livros marcantes para Cláudia Costin citados no programa:
Livro de cabeceira
A Torah ( o Antigo Testamento, mais especificamente, o Pentateuco)

Clássicos
A Montanha Mágica de Thomas Mann e Júlio César de Shakespeare – um ajuda a entender a condição humana e o outro, o exercício do poder.

Uma descoberta
O Milton Hatoum . Comecei pelo Cinzas do Norte e, quando lia Os Dois Irmãos, o Mindlin, ao me encontrar lendo no aeroporto, instigou-me ao dizer que Um Certo Oriente era ainda melhor. Na verdade, as três obras são como uma febre.

Romance do coração
É sempre o que acabo de ler, se gostei. Sempre desenvolvo uma paixão pelo livro do momento- sou volúvel neste sentido. Li nos últimos dias Neve do Ohran Pamuk, prêmio Nobel de Literatura de 2006. Tocou-me fundo não apenas a trama e a firme denúncia de todos os fundamentalismos (inclusive o secular), como a comparação implícita entre o ofício de romancista e o de poeta.

Livros inesquecíveis
O Som e a Fúria de William Faulkner. Quatro personagens contam a mesma história e a possibilidade de leituras e relatos diferentes é fascinante. Também me marcou muito, por motivos diferentes, Todos os Homens são Mortais da Simone de Beauvoir – novamente uma reflexão sobre os limites da condição humana. Algumas vezes imagens destes dois livros me vêem à mente , por nada.

Poetas indispensáveis
Haroldo de Campos, Eucanaã Ferraz e, numa outra época, mas eterno, Fernando Pessoa.

Um Imortal
Por admiração, amizade e profundo carinho e respeito, José Mindlin, o mais jovem dos imortais

Literatura brasileira
Guimarães Rosa e o sempre atual Machado de Assis.

Título que você sempre quis ler e nunca arrumou tempo
Ulisses de James Joyce, de quem li os Dubliners

Para que texto você se volta na hora do apuro?
O Jogo de Amarelinha de Cortázar que me salvou uma vez de uma tristeza afetiva e que trago desde então comigo como um talismã.

Livro que o seu melhor amigo está lendo
Dei de presente a alguns amigos livros de que gostei e que possam ser lidos na praia. Assim, o Equador do Miguel Souza Tavares está sendo lido pelo David, As Travessuras de uma Menina Má do Vargas Llosa pela Juliana, o Livreiro de Cabul pela Regina

Cesta básica
O Estrangeiro de Camus, Guerra do Fim do Mundo do Cortázar, Crime e Castigo do Dostoievski , Grande Sertão Veredas do Guimarães Rosa e Nove Noites do Bernardo Carvalho

Nota de Rodapé( uma linha, um provérbio, um verso )
“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.”
(Nelson Mandela)
 


 
       
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