Beatriz Bracher
Premiada em segundo lugar no Portugal Telecom, a escritora, Beatriz Bracher está classificada ainda entre os finalistas do prêmio de literatura da Secretaria de Estado da Cultura, com o romance Antonio. Hoje á noite ela recebe o terceiro lugar no prêmio Jabuti, na categoria Romance. Formada em Letras foi fundadora da Editora 34, uma das editoras da revista 34 letras, publicou os romances Azul e dura, Não falei, e Antonio. Beatriz tem contos publicados em antologias e desenvolveu a idéia original do filme Cronicamente inviável , escrito por Sergio Bianchi e Gustavo Steinberg, e o roteiro de um outro filme ainda inédito.

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Confira a primeira parte da entrevista.
 
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Veja no JOGO RÁPIDO os livros marcantes para Beatriz Bracher citados no programa:
Dos seus concorrentes no Jabuti, quem você leu e gostou muito e recomenda para os ouvintes?
Dos livros que já li do Bernardo Carvalho, recomendo Nove noites, e do Cristovão Teza, O fotógrafo.

O que você está lendo agora?
Estou relendo o livro de contos O pão do corvo, do Nuno Ramos.

Leitura impactante na sua vida, na sua forma de olhar o mundo
O Idiota, de Dostoievski, O som e a fúria, de Faulkner, Angústia, de Graciliano Ramos, o Antigo Testamento e muitos outros.

Livro que você leu várias vezes
A Montanha Mágica, do Thomas Mann, Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa,O som e a Fúria, de Faulkner, O século das luzes, de Alejo Carpentier, Galáxias, de Haroldo de Campos, alguns romances do Machado de Assis e vários contos de Kafka e Borges, são livros que acho que ainda não entendi direito.

Autor que conversa com a sua alma
Além dos que eu já falei, Pedro Nava, Yukio Mishima, Karen Blixen e Natália Ginsburg. E o sul africano Coetzee, que briga com a minha alma.

Escritor de quem você mais leu livros
Georges Simenon.

Livros para começar a gostar de Literatura
No meu caso foram a série do Pequeno Nicolau, escrita por Goscinny e ilustrada por Sempé, e O Boi Arua, de Luis Jardim, além de Bolinha e Luluzinha e Mafalda.

Obra que você gostaria de ter editado
Hospício é Deus, de Maura Lopes Cançado e O grito silencioso, de Kenburo Oe.

Clássicos para a formação de um leitor
Todos, todos mesmo. Acho que não existe uma ordem certa. No meu caso comecei com Kafka, Borges, João Cabral de Melo Neto, Fernanado Pessoa, Osman Lins e Cortázar.

Seus poetas
Gosto de Fernando Pessoa, Shakespeare e Sebastião Uchoa Leite.
 


 
       
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