Alcione Araújo
Roteirista de cinema e TV, dramaturgo, ensaísta e cronista, romancista, com mais de 28 anos de experiência. Formado em Engenharia pela UFMG, escreveu peças de teatro consagradas como "Vagas para moças de fino trato", "Muitos anos de vida", "A caravana da Ilusão" e "Doce Deleite". Escreveu, entre outros, os roteiros de "Nunca fomos tão felizes" e "Policarpo Quaresma"", pelo qual ganhou o Kikito e o Candango de Melhor Roteiro de longa metragem. A coletânea de crônicas que escreve semanalmente para o jornal Estado de Minas, intitulada Urgente é a Vida, (Ed. Record) ganhou o prêmio Jabuti 2005. Seu romance Nem mesmo todo o oceano (Ed. Record) foi finalista do Prêmio Jabuti 1999. Em 2008 lançou o romance Pássaros de vôo curto (Ed. Record)

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Veja no JOGO RÁPIDO os livros marcantes para Alcione Araújo citados no programa:
Livro que você já pensou em roteirizar
Uma peça de teatro que eu já pensei em roteirizar é Rei Lear, de William Shakespeare

Obras ou autores que são referência para sua literatura
Jorge Luis Borges, Dostoievski, Shakespeare.

Autores, dramaturgos que seduziram você
Um autor central na minha vida e que é a minha paixão é Shakespeare. Incluiria o Faulkner como um grande narrador, o Tolstoi e para citar brasileiros, Machado de Assis e Guimarães Rosa.

Por quê você diz que Shakespeare é um autor central na sua vida? Quais são as qualidades? O que você aprecia nesse dramaturgo?
Ele é um dramaturgo, que no meu modo de pensar e sentir, mais conheceu a alma humana e manifesta esse conhecimento através de diversas maneiras, quer seja através do poder, do ciúme, do ódio, da paixão, da violência... É um dramaturgo que não tenta explicar a vida, mas ele mostra a vida como ela é.

Atualmente o que você está lendo?
Um livro do romancista húngaro Sándor Márai chamado De Verdade.

Vale a pena ler de novo
Sempre Shakespeare ou Borges.

Você recomendaria uma tradução de Shakespeare?
Eu gosto das traduções do Millôr Fernandes embora elas estejam muito esquálidas, ele desidrata demais o certo tom barroco que tem o Shakespeare, que é inseparável dele.
Mas ele ao mesmo tempo morde a essência do sentido que Shakespeare quer dar aos seus diálogos.
Houve uma tradução recente de Hamlet feito pelo Wagner Moura, Aderbal Freire-Filho e Barbara Harrington, e que eu gostei muito da tradução que vi lá. Ela vai, morde a alma do texto, mas não deixa de dar o elemento poético que alarga o horizonte de percepção.

Quem faz a nova literatura brasileira
Eu vejo vários autores surgindo, fiquei encantado com o romance O Filho Eterno de Cristóvão Tezza. Gosto de O fundo da agulha de, Antonio Torres. Houve uma época que o Brasil caminhava num leito muito estreito de observação, mas agora esse leito se ampliou muito e eu acho mais interessante.
 


 
       
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